sexta-feira, 20 de agosto de 2010

QUANDO UMA ETAPA CHEGA AO FIM

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” Fernando Pessoa

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Agulhas do preconceito

Depois de tanta especulação sobre o caso do “menino das agulhas” resolvi dar minha opinião sobre o assunto. O que aquele senhor fez com o garoto não quero nem comentar, pois este tipo de barbárie já foi muito falado. Quero chamar atenção das pessoas para a intolerância religiosa e a falta de respeito com que as pessoas tem tratado o povo de santo. Começamos com a mídia que ao invés de separar o joio do trigo continua chamar aquela louca de mãe de santo! Que absurdo! A mídia poderia colaborar muito mais, não é de hoje que eu faço minhas observações sobre alguns jornalistas baianos! Falta estudo gente!! Vai fazer a matéria e comete cada garfe!! Vamos pesquisar o que será retratado.
Toquei numa palavra bem interessante aqui: Estudo = conhecimento. O preconceito pelo povo de santo é cada vez maior por falta de conhecimento. Desde cedo que aprendemos que candomblé é coisa do diabo! Agulha do preconceito neles!! E ainda mais que cultura afro é igual a coisa de preto! Agulha do preconceito neles! Orixás são demônios! Agulha do preconceito neles! Enfim, os tambores soam e tenho fé que soarão ainda mais alto contra a intolerância, e que não seja derramado mais nenhum sangue preto nessa terra em vão! Axé para todos e salve a diversidade! Salve o respeito pelo o outro e sua cultura
Justiça e Paz na terra!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010: Novos Alvos!!!!

posto aqui a letra da música Novos Alvos cantada por Paula (Linda) Lima e com Composição: Mart´nália / Ana Costa / Zélia Duncan, como pensamento meu para o ano 2010!!!!! Sempre chega um dia na vida Chove um outro ponto de vista Outra porta, outra esquina Pra me encontrar Por mais que eu perceba as saídas Dúvidas são sempre bem-vindas Estou esperando notícias De outro lugar Cansei de olhar espelhos de agora Vou mirar novos alvos, me solta Tempo que escorre agora e eu vou, eu vou Cansei de olhar espelhos Quero um olhar inteiro e vou De outro lugar me vejo Por outra saída eu vou Quem viver verá meus sonhos Mudando todos os planos E voltando pro mesmo lugar

sábado, 23 de maio de 2009

III ENEALE - Encontro Nacional sobre Ensino-Aprendizagem de Leitura e Escrita

Onde? Universidade Estadual de Feira de Santana- Feira de Santana/BA
Quando? 18 a 20 de junho de 2009
www.eneale.girleneportela.com.br

domingo, 1 de março de 2009

Pagode consciente e afrocentrado?

Icentivado pelo que leio na comunidade de Daniela Mercury no orkut, resolvi escrever sobre essa nova onda que arrebata o pagode baiano. Há muito tempo venho observando as letras dos pagodes sendo mudadas, mas antes de tudo eu quero fazer um a parte aqui: Não vais encontrar aqui neste texto conceitos de bom ou ruim, pois acredito que em todo genero musical existe coisas boas e coisas ruins. é evidente que o pagode tem umas letras muito pesadas mas não vamos generalizar e criar uma "pagodefobia", que isto me soa como falsidade, pois algumas pessoas que vejo criticar são as primeiras que colocam a mão na cabeça e perdem o juízo no primeiro baticum. Podemos ver o pagode baiano como uma música de favelizado sim! sem cultura? não! por que ai teriamos que fazer indagaçoes do que seria cultura? Vejo nas letras do pagode o dia a dia daquela população que esta tao aquem de nossos olhos e dos olhos de nossos governantes.
O Pagode consciente ou afrocentrado já está ai já a um tempinho! e ele não esta somente na capital, esta em todo interior como Feira de Santana, onde o grupo Revolu do Brasil traz consigo suas músicas de protesto. Psirico na capital vem se destacando com seu pagode afrocentrado falando sobre suas raízes religiosas tão preconceituada e marginalizada em Salvador. Agora temos o fantasmão, esse ai ´um grande fenomeno! quem neste carnaval não viu adolescentes com sua cara pintada de branco? e os cabelos cada vez mais blacks e cada vez mais trançados? hum!! que negritude linda!
Enfim! Acredito no trabalho destes grupos! a favela tambem grita atraves destas bandas, e que bom! podemos contar cada vez mais com vozes tão cheia de consciencia racial e social
Favela ê! favela!
ser negão é muito massa!